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Rio
de Janeiro
A diversidade cultural do Rio de Janeiro, combinada com seus mais de 400 anos de história, tem sido a razão para que ela seja o principal destino na escolha dos visitantes que vêm ao Brasil. É uma cidade grande, privilegiada por uma geografia que lhe confere o merecido título de
Cidade Maravilhosa. Está situada num dos mais belos locais do mundo, onde o mar, a montanha, as florestas e as lagoas se harmonizam em traçados surpreendentes.
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Quando as luzes se acendem a cidade adquire nova vida e resgata o sonho, combustível desse incrível povo, que tem muita garra, que produz com sorriso no rosto e com uma eterna crença de que o mais utópico dos planos possa virar realidade. Pessoas capazes de, da adversidade, criar a explosão de luxúria, beleza e alegria, que é o Carnaval.
Além disso, o fato de ter sido capital do País até abril de 1960 confere à cidade características cosmopolitas e de grande abertura para o exterior. A vivacidade desta cidade não pode ser expressa com palavras. É preciso ver e sentir o Rio, o mar, a montanha, a rocha, o verde, a floresta, os shoppings da moda, sua gastronomia de padrão internacional, os sorrisos, a bela gente, os planos, as criações, as improvisações, o jeito único carioca de levar a vida: numa boa.
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Entretanto, a cidade do Rio de Janeiro, como as demais grandes capitais do Brasil, é marcada por contrastes extremos, reflexos da altíssima desigualdade social do País. No imaginário nacional e internacional, o Rio é associado não só à sua extraordinária beleza natural e à exuberância da sua cultura popular, mas também à convivência, no mesmo espaço urbano, entre a prosperidade dos habitantes mais ricos e as carências da população mais pobre das favelas.
O abismo entre os mais ricos e os mais pobres, e a sua proximidade em determinadas áreas geográficas, porém, não são características exclusivas do Rio no contexto brasileiro. Entretanto, apesar de o Rio reunir os meios mais adequados para promover a melhoria das condições de vida dos seus habitantes, a cidade não tem sido eficiente em transformar estes meios nos fins do desenvolvimento. Por outro lado, seria errado cair no negativismo de imaginar que existe algo de intrinsecamente perverso na organização social do Rio, que impede o uso eficiente dos meios de promoção do desenvolvimento humano. É preciso conhecer melhor a cidade para entendê-la.
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Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro, em 2001, que utilizou um padrão internacional - o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - e um padrão brasileiro - o Índice de Condições de Vida (ICV) - que, de certa forma, amplia as informações obtidas com o primeiro, buscou aprofundar o conhecimento sobre a dinâmica da cidade.
Os resultados desse estudo indicaram que um dos bairros mais prósperos do Rio e com renome internacional é um exemplo extremo de contraste entre os recursos disponíveis para a promoção do desenvolvimento e o desempenho medíocre na obtenção de resultados positivos. Por outro lado, uma das ilhas de prosperidade do subúrbio carioca mostra uma faceta quase oposta. Com recursos restritos, o bairro alcança de forma surpreendentemente eficaz os fins do desenvolvimento humano, dentro dos limites óbvios.
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A diferença entre um bairro e outro aponta algo novo, surpreendente e instigante. A grande lição é de que as soluções existem e estão perto de nós.
É esse o nosso desafio: identificar oportunidades e aportar recursos financeiros e humanos, por meio de ações de Voluntariado, buscando intensificar e melhorar a eficiência do processo de promoção do desenvolvimento, o que deverá ser evidenciado em melhoria efetiva das condições sociais da população da cidade.
Fotos Felipe Goifman - www.felipegoifman.com
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